EXTRA: Durante os Jogos, roubos aumentaram até em bairros turísticos e áreas com instalações olímpicas (Comentado)

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A cada passo investigativo do Jornal EXTRA sobre as ocorrências policiais havidas durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, mais se constata que de nada adiantou o espantoso aparato militar e policial colocado nos ambientes olímpicos. Nem falar sobre o que houve fora do perímetro das arenas olímpicas, pois a incidência de crimes aumentou espantosamente em tudo que é canto da cidade. E a difusão desses dados, só agora, mais perece ruptura de uma represa a jorrar suas águas em descontrole.

E se indaga:

“Por que será que tanta concentração de policiamento não funcionou para inibir os delinquentes?”

Lembra-me aqui a frase do Marquês de Maricá:

“A ordem pública periga onde não se castiga.”

Significa dizer que o aparato policial e militar não utilizou nenhuma ação prática no sentido de inibir efetivamente os criminosos. Sentindo-se impunes, eles agiram livremente em meio aos despreparados militares que faziam volume de jogo tal como uma árvore é capaz de ocultar uma floresta, como insinua o provérbio alemão (“A árvore oculta a floresta”). Nem quero lembrar sobre os fatos criminosos não relatados, que sempre são muitos e não vão às estatísticas (“cifra negra”). Mesmo assim (curioso…), a sensação que a Grande Mídia passou no período foi a de que a segurança era quase que absoluta, na contramão da realidade. Aliás, quando se trata de prevenção e de repressão a crimes no Brasil dos dogmas e das ideologias a realidade não pode ser alcançada. É, sim, proibida, pois, se alcançada, o sistema estatal será obrigado a admitir sua falência ante a expansão do crime e sua sofisticação além da tecnologia policial, tudo a caracterizar inegável inferioridade de forças do Estado ante o Poder Marginal.

É o que basta! O resto fica por conta dos leitores…

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