Frente da Segurança critica “vaidade” do governo Temer na crise do sistema penitenciário

Em nota, Frente Parlamentar da Segurança Pública reclama dos ministros da Defesa e da Justiça por ignorarem propostas da CPI do Sistema Carcerário e não procurarem deputados com experiência na área: “Parece coisa de ciúmes”

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Via: Congresso em Foco

A Frente Parlamentar da Segurança Pública criticou a atuação do governo Michel Temer na gestão da crise do sistema penitenciário. Em nota assinada pelo presidente Alberto Fraga (DEM-DF), um dos principais líderes reclama que, em momento algum, foi procurada pelos ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, e da Defesa, Raul Jungmann.  Os parlamentares afirmam que, aparentemente por vaidade e ciúme, autoridades federais ignoraram as 20 propostas apresentadas pela CPI do Sistema Carcerário e preferiram atuar como se o Congresso Nacional não existisse.

"É lamentável que o governo, do qual fazemos parte, num momento crítico e grave como esse não busque uma solução caseira", diz Alberto Fraga
“É lamentável que o governo, do qual fazemos parte, num momento crítico e grave como esse não busque uma solução caseira”, diz Alberto Fraga

 

“É lamentável que o governo, do qual fazemos parte, num momento crítico e grave como esse não busque uma solução caseira. Chegamos até a imaginar que os ministros da Justiça e da Defesa não conhecem a Casa do Povo. E suas vaidades pessoais não permitem escutar a opinião de parlamentares, ouvem seus assessores, mas não ouvem os deputados”, diz trecho da nota de Alberto Fraga. A frente parlamentar é composta por 300 deputados.

Segundo o comunicado, “não é normal” o governo não procurar ouvir a opinião de parlamentares com experiência na área da segurança pública e que já alertavam o Executivo sobre o avanço das facções criminosas nos presídios brasileiros. “Parece coisa de ciúmes! Seria descabido, alguns desses deputados serem chamados, por quem quer que seja, para discutir essa pauta? Se a resposta for negativa, temos que reagir e buscarmos algumas respostas.”

Apenas na primeira semana, quase 100 detentos foram mortos em confrontos entre facções criminosas dentro de estabelecimentos prisionais no Amazonas e em Roraima. “Não sabemos identificar o que acontece, a única certeza que temos, é que estamos à disposição do Governo Federal e não concordamos em legislar para a segurança pública por espasmos, pois a sociedade não suporta mais conviver com o crescimento desenfreado da violência”, afirma o texto assinado por Alberto Fraga.

Leia a íntegra da nota:

“A Frente Parlamentar da Segurança Pública, composta por mais de 300 parlamentares, sendo que muitos são oriundos das instituições operadoras da segurança pública, vem a público manifestar sua preocupação com os últimos acontecimentos no sistema penitenciário brasileiro.

Sabemos da gravidade, no entanto, não é normal o Governo Federal ignorar os profissionais de segurança pública, eleitos, que estão no exercício de seus mandatos. Parece coisa de ciúmes! Seria descabido, alguns desses deputados serem chamados, por quem quer que seja, para discutir essa pauta? Se a resposta for negativa, temos que reagir e buscarmos algumas respostas.

É lamentável que o Governo, do qual fazemos parte, num momento crítico e grave como esse não busque uma solução caseira. Chegamos até a imaginar que os Ministros da Justiça e da Defesa não conhecem a Casa do Povo. E suas vaidades pessoais não permitem escutar a opinião de parlamentares, ouvem seus assessores, mas não ouvem os deputados.

Projetos de Lei existem aos montes, mas são ignoradas. Recentemente concluímos a CPI do Sistema Carcerário e apresentamos vinte propostas para melhorar o sistema prisional, no entanto, em nenhum momento os ministros se referiram à essa Comissão de Inquérito e suas propostas. Durante a CPI alertamos o Governo sobre as facções que estavam dominando os presídios, mas a questão não foi tratada com a devida atenção e o resultado foi a tragédia que aconteceu na última semana.

Não sabemos identificar o que acontece, a única certeza que temos, é que estamos à disposição do Governo Federal e não concordamos em legislar para a segurança pública por espasmos, pois a sociedade não suporta mais conviver com o crescimento desenfreado da violência.

Deputado AlbertoAlberto Fraga

Presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública”

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1 Comentário

  1. Interessante que nessas horas, quando “esquecidos” pelo governo federal esses deputados se lembrem que a casa é do “POVO”, mas na votação de muitas leis que os beneficiam se esquecem de que existe povo, um povo que os colocaram lá e que querem assistir as votações e saberem quem vota à favor ou contra determinadas leis, mas eles tentam proibir com polícias e sessões nas altas madrugadas para passarem a perna nos incautos, mas se afetam que o governo esquece que eles existem.

    Como disse o Maia, deputado(?), que os deputados não devem dar atenção no que o povo quer, mas sim no que eles como deputados querem, usando as palavras dele que não me lembro textualmente neste momento por serem tão indigestas que só se pode pensar mal de um cara como ele, e não é à toa que pai e filho estão sendo investigados pela Lava-Jato, o que faz nos sentirmos então bem porque nossos pensamentos encontraram guarida na justiça.

    Agora vem esse outro aí se achando vítima do governo que eles mesmo apoiam e se esquecem do povo nos demais momentos, à não ser quando é para se fazerem de vítimas e dizerem que moram, mandam e desmandam na “CASA DO POVO” e não são “vistos”.

    São vistos sim, nós que os elegemos estamos vendo sim, todos os mandos e desmandos, todos os esquecimentos do povo que os elegeram e todos os votos, à favor e contra, em leis contra o povo e que garantem mais regalias a quem já se esqueceu de que só estão lá por conta dos votos do povo, que eles esquecem durante 3 anos e meio, e se lembram apenas nas eleições.

    Vê se se enxerga, cara, ou caro deputado e demais “empregados do povo”, e vejam se enxergam quem os elegeram e lhes deram um serviço por 4 anos de representar o povo, e que lhes garantem o pagamento mensal por serviços nem sempre à contento, mas que geralmente esses tais se fazem sofredores de amnésia e esquecem na primeira semana após a eleição para quem realmente eles devem obrigação de defenderem e justificarem seus atos.

    Vão vendo… vão vendo… um dia a casa cai.

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