Delegado chama PM de “cachorro analfabeto” no Nordeste

O que poderia ser resolvido entre parceiros de trabalho em prol da segurança, terminou na Justiça. A queda de braço é entre Associação dos Praças de Polícia e Bombeiros Militares do Seridó (APBMS) e o delegado Luiz Antônio da Silva Filho.

O palco do atrito é a cidade de Currais Novos. O delegado Luiz Antônio tomou conhecimento que o Cabo PM Josemar Andrade, conhecido por De Andrade, estava sem farda conversando com amigos usando uma arma e o abordou para prendê-lo por porte ilegal de armas.

Na abordagem, testemunhada por um advogado e companheiros de farda, De Andrade disse que comunicou ao delegado que tinha porte de arma, momento em que o delegado respondeu: “Quem já viu analfabeto ter porte de arma”.

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Estados do Nordeste recusam doação de “três oitão” do governo de São Paulo

A proposta de doar revólveres calibre 38, já obsoletos, da Polícia Militar de São Paulo ‘viajou’ até o Nordeste e Norte e do País, mas voltou sem aceitação. O que foi anunciado pelo governo paulista, em abril de 2012, como uma forma de ajudar Estados com forças de seguranças sucateadas foi visto pelos outros governos como um movimento na contramão da modernização dos armamentos das polícias militares. Até o momento, ninguém se mostrou interessado em receber essas armas e gastar dinheiro para fazer adaptações.

Os motivos para a recusa dos “três oitão” também são os mesmos que fizeram a polícia de São Paulo se mover no sentido da substituí-los: esse tipo de arma tem menor capacidade de tiros, é pouco veloz e não tem a precisão de uma pistola .40, atualmente utilizada pela PM paulista. Um disparo de revólver calibre 38, segundo especialistas, tem também muito mais chances de perfurar o alvo e ainda atingir inocentes ao redor.

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