Desmilitarização da polícia interessa quem?

Cresce no Brasil o movimento para por fim nas polícias militares. A justificativa dos que
arquitetam isso são os erros policiais ocorridos recentemente em SP e RJ. Bom,  um erro não justifica outro e quem perderá com o fim da PM será toda a sociedade. Será que vão querer acabar com a medicina e outras profissões também? Enfim,  talvez sejamos os últimos espartanos assistir o caos que se aproxima…

Neste aspecto, o secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima diz que: “Sou contra a Justiça Militar, mas não defendo o fim de toda a instituição. O que tem que acabar, para evitar a impunidade dos casos de violação dos direitos humanos cometidos por alguns policiais, é a Justiça Militar. Porém, defender o fim da Polícia Militar empobrece o debate da segurança e isenta as responsabilidades do Ministério Público e da Polícia Civil”, acredita.

Para o consultor gaúcho em Segurança Pública e Direitos Humanos, Marcos Rolim também concorda com a necessidade de uma reforma da segurança pública, sem o fim da Polícia Militar, como solução para os problemas do Brasil. “Polícia militar existe na Espanha, na Alemanha, no Chile. O desafio é reformar a polícia brasileira, que tem o ciclo dividido. Aqui é o único lugar do mundo em que se divide patrulhamento e investigação em duas polícias. É um modelo esquizofrênico o adotado no Brasil, em que a Polícia Militar faz metade do trabalho e a Polícia Civil faz a outra”, defende.

 

Fonte:  O cacheteFórum Brasileiro de Segurança Pública

Comandante Geral da PMESP reage a ameaça de queda por meio de carta no Facebook

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo enfim quebrou o silêncio. Após polêmica ações policiais – entre elas o caso do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 38 anos, morto durante ação da polícia – o coronel publicou em seu perfil do Facebookuma carta em defesa da polícia. No texto, intitulado “Carta ao povo de São Paulo e do Brasil”, o coronel diz que apesar dos 50 policiais militares “assassinados covardemente” neste ano e de “mais de 5 mil policiais militares que ficaram inválidos na luta contra o crime”, “não iremos nos acovardar”.

A carta (toda ela em letras garrafais) é publicada no dia seguinte ao anúncio de que o Ministério Público Federal em São Paulo pretende entrar com ação civil pública pedindo o afastamento da cúpula da PM paulista, entre ela o comandante Roberval Ferreira França, que tomou posse em abril, e seus auxiliares. A justificativa? A PM teria perdido o controle da situação em São Paulo. Nesta quinta-feira, o município contou a sétima ação policial com características de chacina.

“Tudo isso (os resultados do combate ao crime) parece incomodar muito algumas pessoas, que tentam por várias medidas atacar e enfraquecer uma das mais bem preparadas e ativas polícias do nosso país. Essas pessoas ignoram muitos fatos e verdades”, defende o comandante-geral da PM-SP.

Leia o texto na íntegra abaixo:

Carta ao povo de São Paulo e do Brasil

 

A Polícia Militar defende e protege 42 milhões de pessoas que residem no Estado de São Paulo. Para quem pergunta se a população confia na polícia, os números falam por si: no último ano atendemos mais de 43 milhões de chamados de pessoas pedindo ajuda, socorro e proteção; realizamos 35 milhões de intervenções policiais, 12 milhões de abordagens, 310 mil resgates e remoções de feridos e 128 mil prisões em flagrante (89 mil adultos e 39 mil “adolescentes infratores”); apreendemos 70 toneladas de drogas e mais de 12 mil armas ilegais; recuperamos 60 mil veículos roubados e furtados.

De janeiro a junho, a população carcerária do estado cresceu de 180 mil para 190 mil presos, o que representa 40% de todos os presos do brasil. o estado de São Paulo ocupa o 25º lugar no mapa da violência 2012 publicado em maio pelo Instituto Sangari e registra hoje uma taxa de 10 homicídios /100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. Só para ilustrar, o Rio de Janeiro registra a taxa de 30 homicídios/100 mil habitantes e Alagoas chegou à impressionante taxa de 73 homicídios/100 mil habitantes.

Tudo isso parece incomodar muito algumas pessoas, que tentam por várias medidas atacar e enfraquecer uma das mais bem preparadas e ativas polícias do nosso país. Essas pessoas ignoram muitos fatos e verdades. Neste ano tivemos mais de 50 policiais militares assassinados covardemente e temos hoje mais de 5 mil policiais militares que ficaram inválidos na luta contra o crime. Mesmo assim não iremos nos acorvardar. A polícia militar de São Paulo continuará sendo a força e a proteção das pessoas de bem que vivem em nosso estado. Como policial tenho orgulho de fazer parte dessa grande instituição e como comandante tenho orgulho dos 100 mil profissionais que trabalham comigo na luta contra o crime.

Peço a todas a pessoas de bem que acreditam em nosso trabalho que divulguem essa carta.

Muito obrigado!!!

Roberval Ferreira França
Coronel PM
Comandante geral

 

Fonte: R7

 

 

 

 

 

 

Conselho Nacional de Comandantes Gerais publica Carta à População e as Autoridades de Segurança Pública

Carta à População e as Autoridades de Segurança Pública

Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das
Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares – CNCG-PM/CBM

CARTA DE SÃO PAULO
DECLARAÇÃO AO POVO BRASILEIRO E, EM ESPECIAL, ÀS AUTORIDADES RESPONSÁVEIS PELA SEGURANÇA PÚBLICA DO PAÍS
JULHO DE 2012

Os Comandantes Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, reunidos no 56º ENCONTRO NACIONAL DE COMANDANTES GERAIS E 2º REUNIÃO ORDINÁRIA DO ANO DE 2012, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, representando cerca de seiscentos mil militares dos Estados, deliberaram, por unanimidade, e vêm a público declarar e apresentar as questões primordiais que contribuem para o fiel cumprimento das atribuições constitucionais de polícia ostensiva, de preservação da ordem pública e execução das atividades de bombeiros e de defesa civil, com o objetivo de servir cada vez melhor aos cidadãos e proteger a sociedade:

1. Contestar, publicamente, as críticas sem fundamento que têm sido dirigidas Polícia Militar de São Paulo. Uma instituição com mais de 180 anos de existência, com cerca de 100 mil integrantes, que atende anualmente algo em torno de 43 milhões de chamadas e realiza 12 milhões de abordagens em pessoas, não pode ser avaliada e criticada por atos tidos por isolados e episódicos. A Polícia Militar de São Paulo representa para as demais Polícias Militares exemplo de organização e qualidade de serviços prestados, atestados pela vertiginosa queda dos índices de homicídio no Estado de São Paulo, o melhor em quatro décadas, bem como por sua intransigência com a ilegalidade quando praticada por seus integrantes. Críticas, num estado democrático de direito, são um importante instrumento de melhora dos serviços prestados pelo governo, mas, se infundadas e generalizadas, contribuem para o seu descrédito e afetam a qualidade destes serviços.

2. Expressar a preocupação com a forma como estão sendo conduzidos, no anteprojeto de reforma de Código Penal apresentado ao Senado Federal, temas que,l sem a participação dos órgãos encarregados da aplicação da lei, se prosperarem, como ora propostos, dentro de um eventual futuro processo legislativo, certamente impactarão negativamente no controle da criminalidade e da violência, pelo viés da mera descriminalização sem apresentação de políticas públicas que tragam alternativas estruturantes.

3. Declarar que o ,, Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares está mobilizado para que reformas que impactem a segurança pública sejam promovidas com sua efetiva participação, de maneira que não produzam efeito contrário ao desejado pela sociedade brasileira.

4. Por fim, renovar o seu compromisso institucional de colaborar para que as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, por seus integrantes, possam contribuir cada vez mais para o aperfeiçoamento da segurança pública do país.

São Paulo, 24 de julho de 2012


NAZARENO MARCINEIRO
Coronel PM Comandante Geral da Polícia Militar de Santa Catarina e
Presidente do CNCG-PM/CBM

Colaboração: TC PMSC Marcello Martinez

Plano estratégico de segurança da Copa 2014

Fonte MJ.

Responsável pela coordenação e a execução das ações de segurança da Copa de 2014 e de outros eventos (Jornada da Juventude, Copa das Confederações e Olimpíadas de 2016), a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, elaborou o plano estratégico em conjunto com as três esferas de governo (federal, estadual e municipal).

O Planejamento Estratégico prevê como será atuação de todas as forças policiais e de serviços públicos durante a Copa de 2014. O escopo do planejamento busca a integração das instituições de modo a deixar um legado de segurança para o Brasil.

A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos foi criada em agosto de 2011 e vai integrar as forças policias existentes no país, criar padrões de atendimento e treinamento e deixar um legado de segurança, tanto do ponto de vista tecnológico, como de infraestrutura e capacitação.

É sua missão promover a integração de polícias dos estados das 12 cidades-sede com as Polícias Federal e Rodoviária Federal, a Força Nacional de Segurança Pública, além de polícias estrangeiras, como a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Essa integração vai envolver também outros órgãos federais, estaduais e municipais (Anvisa, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, concessionárias de energia, gás, luz).

Conheça o Planejamento Estratégico de Segurança para a Copa do Mundo Fifa Brasil 2014

 

Delegado chama PM de “cachorro analfabeto” no Nordeste

O que poderia ser resolvido entre parceiros de trabalho em prol da segurança, terminou na Justiça. A queda de braço é entre Associação dos Praças de Polícia e Bombeiros Militares do Seridó (APBMS) e o delegado Luiz Antônio da Silva Filho.

O palco do atrito é a cidade de Currais Novos. O delegado Luiz Antônio tomou conhecimento que o Cabo PM Josemar Andrade, conhecido por De Andrade, estava sem farda conversando com amigos usando uma arma e o abordou para prendê-lo por porte ilegal de armas.

Na abordagem, testemunhada por um advogado e companheiros de farda, De Andrade disse que comunicou ao delegado que tinha porte de arma, momento em que o delegado respondeu: “Quem já viu analfabeto ter porte de arma”.

Ler notícia completo no blog da Soldado Glaúcia

Fotos: Bombeiros espanhóis ficam nus em protesto

Fonte:AFP

Oito bombeiros ficaram nus nesta quinta-feira em uma pequena localidade do norte da Espanha para protestar contra a política de austeridade do governo, acrescentando assim uma nota insólita às manifestações sindicais previstas para a tarde em todo o país.

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Polícias Federais reclamam de humilhações e cobranças excessivas nas redes socias

Agentes do Sindipol -DF (Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal) utilizam as redes para desabafar. Relatos revelam um cotidiano de humilhações, cobrança excessiva e falta de apoio psicológico dentro da Polícia Federal.

— Nós estamos deixando nos matar a cada dia, seja pela falta de apoio material ou psicológico no péssimo ambiente de trabalho que deixamos ocorrer em nosso dia-dia, essa administração pelo medo e pelo mal, pois a regra é “que o assedio do dia nos dai hoje”.

SENASP seleciona projetos de onze estados de valorização profissional

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça divulgou, na sexta-feira (13/7), resultado final do edital para promoção de ações estaduais na área de valorização profissional e saúde para quem atua na área de segurança pública. Na seleção, foram classificadas 14 propostas

Além dos projetos de desenvolvimento pessoal, bem-estar e melhoria das condições de trabalho em segurança pública, o edital de 2012 provocou, com pontuações diferenciadas no processo seletivo, a proposição de ações voltadas à redução de riscos ocupacionais e de vitimização profissional e à prevenção, tratamento e encaminhamento em casos de uso abusivo e dependência de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas). Essas duas temáticas estão presentes em nove dos 14 projetos classificados.

Conheça o resultado final do Edital Senasp 03/2012 e veja também o despacho final da comissão de avaliação das propostas e o edital com as regras para a seleção finalizada agora.

Aprovados reajustes salariais para Brigada Militar e Polícia Civil gaúcha

Foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (11) o reajuste salarial para os servidores da segurança pública do Rio Grande do Sul. Os praças da Brigada Militar receberão aumento de 6% a partir de 1º de novembro. Para os agentes da Polícia Civil, o projeto prevê concessão de subsídios a partir de 1º de maio de 2013 que pretende dobrar o vencimento inicial até 2018.

A primeira matéria aprovada pelo Parlamento gaúcho fixa os valores dos postos de capitão, major, tenente-coronel e coronel da BM, de 1º de agosto de 2012 a novembro de 2018, além de extinguir gratificações e parcelas autônomas, as quais foram incorporadas ao básico. O objetivo é aumentar o vencimento e reduzir as gratificações que distorcem o valor final da remuneração.

Segundo o deputado Jeferson Fernandes (PT), até o final do mandato do governador Tarso Genro, haverá melhorias salarias de 74% para capitães, 39,25% para majores, 42,83% para tenentes-coronéis e 43% a coronéis, além de 104% a soldados.

Um inspetor de polícia, que hoje ganha cerca de R$ 2 mil, vai ganhar cerca de R$ 5 mil, e um soldado da Brigada Militar, quase R$ 2,4 mil quando todos os reajustes forem concedidos. No entanto, as categorias não saíram totalmente satisfeitas das galerias.

O ponto de discórdia foi a verticalidade. A Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), entidade que representa os brigadianos de nível médio, e o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm) tentaram sem sucesso incluir emendas no projeto, para garantir que fosse mantida uma proporção entre cada faixa salarial e os postos mais altos.  Os policiais civis esperavam assim garantir o reajuste toda vez que os delegados tivessem aumento. Representantes da Ugeirm responsabilizaram o deputado Daniel Bordignon (PT) por não deixar que a emenda entrasse em votação. A Associação dos Delegados de Polícia negou qualquer pressão política para que a mudança não fosse aprovada e o presidente da entidade, delegado Wilson Muller, disse que o assunto nunca entrou em pauta nas negociações.

A Abamf esperava poder alterar a redação do último item do PL 140/2012, sem deixar dúvidas que, após 2014, os tenentes devam receber 43% do valor pago aos coronéis da Brigada. Isto garantiria que todas as demais patentes ganhassem reajuste também. Um novo texto foi apresentado pela bancada do PMDB, mas ficou prejudicado porque a emenda do líder do governo, Valdeci Oliveira (PT), foi aprovada antes. O deputado Edson Brum  (PMDB) considera que a proposta, da forma como ficou, pode ser menos benéfica aos servidores do que a matriz salarial aprovada no governo Germano Rigotto (2003-2006), que prevê reajustes de acordo com o aumento da arrecadação de impostos.

As críticas mais fortes aos projetos de reajuste vieram do deputado Jorge Pozzobom (PSDB), para quem o projeto viola a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao permitir que alguns reajustes ocorram em 2018, caso dos oficiais da Brigada Militar. “Não somos contra o aumento dos servidores da segurança, que é mais do que justo, mas como é que o governo vai prever uma despesa no plano plurianual do governo futuro?”, indaga, acrescentando que qualquer pessoa poderia ingressar na Justiça e anular o projeto.

O deputado Valdeci negou a existência de impedimentos legais: “A procuradoria da Casa deu parecer de que não tem nada inconstitucional e que poderia apenas ter algum tipo de questão relativa à LRF, mas poderia , é uma discussão de futuro”, afirmou o líder. Oliveira defendeu a proposta dizendo ainda que outros governos também precisaram aprovar projetos na Assembleia Legislativa cujos pagamentos ficaram para a gestão seguinte. Quanto à verticalidade, disse que os textos aprovados contemplam “exatamente” o que foi negociado com as categorias. A sessão de ontem aprovou outros seis projetos. Entre eles estão o que reajusta os servidores do Legislativo e o que estabelece o pagamento de 13º salário aos secretários de Estado.

Fonte: G1 e Jornal do Comércio

Portaria do Comando Geral disciplina jornada de trabalho na PMGO


O Comando Geral da Polícia Militar do Estado de Goiás estabeleceu no âmbito da PMGO a Portaria Nº. 2550, de 09 de julho de 2012, que padroniza a jornada de trabalho do policial militar, em condições de normalidade, tendo como base os seguintes critérios:

  • Carga horária diária máxima,
  • Proteção ao horário reservado ao descanso,
  • Preservação da saúde física e mental do policial militar,
  • Emprego uniforme do efetivo,
  • Responsabilização direta do comandante do policial militar por emprego em desconformidade com a regulamentação.

 Para a instituição dessa portaria foi levado em conta uma série de considerações e estudos de grupos especializados, dentre elas a consideração do Ministério Público do Estado de Goiás através da Promotoria da Saúde do Trabalhador, os resultados da Comissão composta por profissionais de saúde da PMGO que realizaram estudos sobre a jornada de trabalho do policial militar e da comissão composta por policiais militares do quadro de combatente que realizou estudos sobre as escalas de serviço aplicadas na Corporação.

Dentre os pontos abordados, destacam-se a padronização da escala semanal de trabalho do efetivo operacional e administrativo que passa a ser de 42 (quarenta e duas) horas semanais.

Fixação de jornada máxima diária de 12 (doze) horas trabalhadas com, no mínimo, 12 (doze) horas de descanso.

Para ler na íntegra a Portaria Nº 2550, clique no link abaixo:

Mirror1: Download
Mirror 2: Download

Fonte: 1ª Seção do Estado Maio da PMGO – PM/1

ELES MERECEM!!!

Programa Brasil Mais Seguro é lançado em Alagoas

O Ministério da Justiça lançou o programa Brasil Mais Seguro em Alagoas na quarta-feira (27/06), em Maceió. Trata-se do projeto piloto que prevê ações na área de segurança, com foco no fortalecimento do trabalho de investigação e perícia de crimes com mortes. O programa enfatiza também a integração entre os sistemas de segurança e judicial para enfrentar a impunidade.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ressaltou  que o programa envolve várias frentes de atuação: enfrentamento ao crime organizado, ações estruturantes na área de perícia e Justiça Criminal, implantação da polícia de proximidade com repressão qualificada, incluindo o monitoramento e a ocupação de áreas onde são registrados os maiores índices de crimes violentos, além da campanha de desarmamento e do desenvolvimento de uma cultura de paz. O projeto piloto reúne as melhores práticas e experiências na área de segurança, baseadas em iniciativas adotadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Para Cardozo, o êxito do programa dependerá do esforço conjunto e da união de todos os poderes, não bastando somente Governos Estadual e Federal. “O Ministério da Justiça, o Governo do Estado e todos os segmentos políticos de Alagoas, num compromisso assumido com o Governo Federal, disseram sim a esse plano e vamos vencer unidos”, destacou. Cardozo também chamou a participação da população para o sucesso do programa. “Alagoas não pode desperdiçar essa chance para implementar uma cultura de paz”, afirmou.

Ações imediatas, a longo e médio prazo

O acordo de cooperação para o Programa Brasil Mais Seguro em Alagoas, assinado entre o governo estadual  e o Ministério da Justiça,  prevê investimento de R$ 25 milhões em recursos federais Abrange convênios para a capacitação de profissionais de segurança pública, entrega de equipamentos para perícia, repasse de viaturas e armas, atuação da Força Nacional de Segurança Pública, entre outras ações.

Por isso, no mesmo dia já foram firmados compromissos que fazem parte do programa. O governador assinou o Decreto de Emergência na Segurança Pública no estado de Alagoas. Também lançou o edital do concurso público com 1.040 vagas para a Polícia Militar e o contrato com a Cespe/UNB para a realização do concurso da Polícia Civil, além da assinatura da ordem de serviço de videomonitoramento de Maceió.  Houve ainda a assinatura de convênios para melhorar trabalho da Perícia Oficial e para fortalecer a polícia Civil com a estruturação da Delegacia de Homicídios.

O governo do estado assinou ainda o contrato de construção do novo Módulo de Segurança do Sistema Prisional e o decreto com a nova composição do Gabinete de Gestão Integrada.

ilustração de Cromatógrafo.

O Ministério da Justiça assinou o termo de doação de veículos, armas e equipamentos, entre os quais um cromatógrafo, além da manutenção do Programa Mulheres da Paz e do projeto Protejo em Alagoas. O Governo Federal também garantiu o deslocamento de homens da força Nacional, enquanto o Estado conclui o procedimento de contratação efetiva de mais policiais civis.

Durante o evento,  houve a entrega de 4 viaturas, 20 fuzis, 20 pistolas, 20 capacetes e escudos balísticos à PM em função da cessão de policiais da corporação para o Batalhão Especial de Pronto Emprego (Bepe).

A programação contou ainda com a destruição de armas de fogo apreendidas e periciadas, que aconteceu no estacionamento do Centro de Convenções e, em seguida, com a inauguração do Departamento de Homicídios, instalado no Centro de Maceió.  No prazo de 30 dias, o ministro José Eduardo Cardozo deverá voltar a Alagoas para avaliação do programa. A previsão que a próxima visita seja em Arapiraca, cidade que ao lado de Maceió registra os piores índices de criminalidade e onde também estão sendo implementadas ações do programa Brasil Mais Seguro/Alagoas. Leia a notiícia completa.

Santa Catarina é o sétimo estado a aderir ao programa federal Crack, é Possível Vencer e recebe R$ 56 milhões.

O estado de Santa Catarina e a prefeitura de Florianópolis assinam, no dia 05 de Julho, otermo de cooperação para aderirem ao programa federal Crack, é Possível Vencer. O objetivo é aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção. Serão investidos em Santa Catarina R$ 56,4 milhões até 2014.

Santa Catarina é o sétimo estado a aderir ao programa lançado pela presidenta Dilma Rousseff em dezembro de 2011. Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Acre já assinaram termo de cooperação.

O programa Crack, é possível vencer prevê, no total, R$ 4 bilhões em recursos federais e conta com ações dos ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Leia a notícia completa no site do Ministério da Justiça.