Mais de 40 milhões de reais foram gastos na modernização das delegacias de polícia do Rio e, ainda assim, registrar uma simples ocorrência pode se tornar um suplício de mais de três horas. Na foto: Balcão da 14ª DP, no Leblon: longas filas para atendimento
Matéria na integra publicada na Revista Veja. (por Renan França e Caio Barretto Briso | 15 de Fevereiro de 2012)
Em meio à manifestação dos bombeiros, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Mario Sérgio Duarte, está no gabinete do comando do Corpo de Bombeiros reunido com oficiais da corporação. Continuar lendo →
Este vídeo mostra uma matéria da Globo News em Alagoas em que o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender uma ocorrência de incêndio em uma galeria de artesanatos onde a população ficou revoltada pela falta de recursos logisticos da corporação.
Após prestar as seguintes declarações o Major Carlos Burity ficou detido e a repercusão em rede social explodiu…
O Secretário de Defesa de Alagoas gerou uma boa oportunidade de ascensão política ao Major Carlos Burity. Que pode até ser o próximo candidato a prefeitura de Maceió pelo PSOL. Já que conta até com apoio da ex-senadora e candidata a presidência da república Heloísa Helena.
Veja o que disse o Secretário em seu twiter:
Se a situação estava ruim para o Estado de Alagoas pela falta de condições materiais, após então a repercussão negativa da prisão ficou muito pior. A decisão do secretário de defesa também deveria ser punida disciplinarmente(se fosse possivel) já que foi participe e causou uma crise governamental maior, repercutindo em todo Brasil e refletindo no partido. O PSDB tem se mostrado no cenário nacional um partido visionário que não combina com uma visão arcaica do Secretário de Defesa de Alagoas Dário Cesar.
Desta maneira o Governo foi visto pela população e entes da federação em plena era da revolução digital como um estado arcaico, atrasado etc. Enquanto que o Major Carlos Burity que recebeu a punição tornou-se um herói, com grandes chances de ascensão na carreira política.
Soubemos pelo blog do Major Burity que o mesmo teve sua prisão disciplinar revogada.
“Da mesma forma como fui avisado de que estava preso eu recebi a notícia de estava livre, sem explicação. Não me arrependo de nada da vida. Tenho 35 anos e esse foi o momento mais tenso em minha vida. Não dá para falar mais nada”, disse o major, que entrou com pedido de licença prêmio, de três meses. “Quero descansar um pouco”, afirmou ele.
“Colocamos o jurídico da associação à disposição do major [Burity] para o caso de ele entender que teve sua honra maculada e queira processar o Estado”, disse o major Fragoso.
Para Carlos da Cruz Sampaio Júnior, o Exército era um sonho de infância. Quando jovem, ele tentou entrar para a academia militar, mas não passou no teste. “Eu acho que uma série de fatores de natureza pessoal me levaram a não chegar na academia militar. Tentei. Mas acabou que ficou esquecido”, conta o homem que se fez passar por coronel e conseguiu enganar a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.
Entrevistado com exclusividade para o “Fantástico”, Carlos Sampaio conta como conseguiu chegar a ocupar o cargo de coordenador da subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional da Secretaria de Segurança do Rio sem nunca ter cursado a academia militar por um único dia e nem mesmo ter concluído o bacharelado em direito, sua segunda opção profissional.
Após permanecer no cargo por três meses, o falso coronel foi finalmente descoberto pelo secretário José Mariano Beltrame e acabou sendo preso em outubro de 2010.
O início da falsa carreira
Depois de largar a faculdade de direito, Carlos da Cruz Sampaio Júnior se tornou funcionário do Zoológico do Rio, na área administrativa. Foi ali que o homem que iria virar coronel sem nem ser do Exército teve o primeiro contato profissional com a organização de um esquema de segurança. “Eu refiz o plano de segurança do zoológico, criei uma série de barreiras. Eu questionava tanto a eficiência da empresa de segurança, que quando pedi a exoneração do zoológico por motivos pessoais fui convidado a participar de empresa de segurança em 98”, conta.
Carlos Sampaio ainda trabalhou com esportes de aventura, limpeza predial, até conseguir um emprego na Secretaria de Segurança. Era um trabalho administrativo, como assessor do subsecretario. Mas ele queria mais.
Aficionado pelo tema, estudou livros sobre segurança e manuais de policias de diversos países, inclusive manuais russos, idioma que ele diz ter aprendido na internet. Depois de três anos, elaborou seu próprio projeto para melhorar o patrulhamento nas ruas. “Eu desenvolvi um sistema de controle de indicadores criminais e aplicação operacional destes indicadores”, diz o falso militar. “Apresentei esse projeto e absolutamente ninguém se interessou por ele”, lembra.
“Existe um termo pejorativo que se chama ‘PI’, pé inchado, é aquele cidadão que não é policial civil, nem militar. Constantemente fui chamado de ‘PI’. De certa forma ofende, claro que ofende”, contou. Com a troca de governo, ele deixou a secretaria, mas não a idéia de implantar seu sistema de segurança.
Três anos depois, em 2009, voltou à ativa, agora diretamente na organização do patrulhamento das ruas. Sob a falsa patente de major, Sampaio apresentou seu projeto ao 6º BPM (Tijuca), responsável pelo policiamento em vários bairros da Zona Norte do Rio. Depois de três meses, ele decidiu “se promover” e trocou major por tenente-coronel. “Quando você passa a ser tenente coronel e apresenta o seu trabalho, nossa, todo mundo diz amém e funciona”, brinca.
Alexandre Garcia comenta infiltração de falso coronel na Polícia Militar
A ascensão Daí em diante, a carreira deslanchou. O falso coronel implantou seu projeto em outros três batalhões e começou a ser requisitado para palestras. Ele planejava o policiamento, redistribuía carros da polícia pelos bairros e treinava agentes. Chegou a comandar, armado, operações nas ruas.
A popularidade de Sampaio cresceu tanto que ele foi convidado a trabalhar na Secretaria de Segurança. O militar que nunca existiu apresentava um currículo que incluía curso na academia das Agulhas Negras, comando de um batalhão de fronteira, na Amazônia, e até a guarda presidencial. Tudo mentira.
Na carteira do Exército, Carlos Sampaio tinha uma foto com farda de gala. “Não falsifiquei. Criei. É diferente, porque você falsificar é pegar qualquer documentação e transformar os dados, eu simplesmente editei a carteira toda no Photoshop. Então, eu criei. Não é uma falsificação? isso aí depende do seu ponto de vista”, diz.
Depois que Sampaio foi preso, a polícia analisou o documento. Encontrou dez erros grosseiros, como a data de validade, até 2031. Em um documento do Exército ela seria indeterminada. Quem assina a carteira é um capitão, o que não aconteceria na identidade de um coronel. E até o próprio posto, tenente-coronel está escrito errado, sem hífen. Mesmo com erros tão básicos ninguém na secretaria percebeu a falsificação.
O falso coronel conta que não teve que apresentar nenhum documento ao ser contratado. “Eu já tinha uma série de documentações apresentadas na secretaria de Segurança. Da primeira vez que eu tinha estado lá. Você tem um cadastro lá. Eu já tinha tudo lá, minha carteira, CPF, PIS, tinha tudo lá”, explica.
A nomeação para o cargo de coordenador da subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional foi assinada no dia 12 de julho de 2010 pelo secretário de segurança, José Mariano Beltrame. Instalado no centro do comando, Sampaio recebia informações dos batalhões, tinha reuniões com coronéis e fiscalizava operações nas ruas.
Em agosto de 2010, chegou a participar de uma operação para prender traficantes que tinham invadido um hotel em São Conrado, na Zona Sul do Rio. Sampaio acompanhou a negociação para que os bandidos se entregassem e libertassem os reféns. De colete, ele estava dentro da área de isolamento, na porta do hotel.
A queda Em nota, a secretaria de Segurança afirma que Sampaio ficou três meses empregado e que o serviço de inteligência precisou desse tempo para reunir provas suficientes contra ele. No dia 7 de outubro, Beltrame procurou o Exército e descobriu que Carlos Sampaio nunca tinha sido militar. Na semana seguinte, o falso coronel foi preso na sala que ocupava na secretaria. Ele passou dois meses na prisão e agora responde a processos de falsa identidade e porte ilegal de arma de uso restrito. Ele pode pegar até seis anos de prisão.
Advogado do falso coronel Carlos Sampaio diz que caso é fascinante
Sampaio só lamenta que o seu projeto de policiamento não é mais seguido nos batalhões. E resume como conseguiu passar tanto tempo enganando as pessoas. “Eu acho que as pessoas acreditam na forma como você se coloca e o que você coloca. Se você chegar pra mim e falar que é o presidente da República, souber se colocar como presidente e se portar como tal e tiver representatividade e ter resultado como tal, eu acredito. Eu podia me passar por presidente, você não”, brinca.
Uma semana após a posse do novo secretário de Segurança Zulmar Pimentel, o governador Omar Aziz (PMN) definiu nesta segunda-feira (28) as mudanças no comando da Polícia Militar do Amazonas.
Para assumir a função de comandante da Polícia Militar em substituição ao coronel Dan Câmara, Omar convidou o atual coordenador do Grupo de Gestão Integrada da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Coronel Almir Davi Barbosa e como subcomandante, o também coronel José Alves da Silva, no lugar de Raimundo Oliveira Filho.
Coroneis Herbert Campos de Araújo, Almir Davi Barbosa e José Alves da Silva irão compor a nova cúpula da PM no AM
A chefia do Estado Maior, exercida atualmente pelo coronel Hiltomar Régis, ficará sob o comando do coronel Herbert Campos de Araújo.
Almir Davi já esteve à frente do Comando de Policiamento Especial (CPE) e é considerado ‘homem ficha limpa’ dentro e fora da instituição.
José Alves da Silva tem 47 anos, 27 deles dedicados à Polícia Militar do Amazonas. Coronel Alves foi o 1º comandante do Batalhão de Policiamento Ambiental.
Para outros segmentos da imprensa o comando geral da polícia teria caido por conta do fato da publicação do vídeo publicado exatamente uma semana depois da denúncia da imprensa, em que um menor de 14 anos leva três tiros de um policial. O flagrante foi em agosto do ano passado. O garoto sobreviveu à tentativa de homicídio e hoje faz parte do programa de proteção à testemunha. Sete policiais envolvidos na ação estão presos.
A saída de Dan Câmara acontece exatamente uma semana depois da denúncia do Jornal da Record, em que um menor de 14 anos leva três tiros de um policial. O flagrante foi em agosto do ano passado. O garoto sobreviveu à tentativa de homicídio e hoje faz parte do programa de proteção à testemunha. Sete policiais envolvidos na ação estão presos.
O promotor Mauro Faria de Lima sustenta em sua acusação que o grupo de policiais pagou quase R$ 1 milhão a uma concessionária da Mitsubishi, em Brasília, que teria fornecido notas frias por serviços não prestados. Só no ano passado, de acordo com a investigação do Ministério Público Militar, a despesa com esses serviços chegou a R$ 29 milhões. A maioria dos contratos foi feita sem licitação.
Depois da exclusão absurda do Maj. Wanderby do quadro de acessos, agora uma notícia ainda mais assustadora envolvendo Blogs policiais no Rio de Janeiro. UM CORONEL É PRESO ADMINISTRATIVAMENTE, POR 5 DIAS.
O Rio de Janeiro é o Estado em que MAIS há registros de existências de blogs policias(dez vezes maior que a média nacional) e todos MUITO ativos.
Esta grande atividade dos blogs policias deve-se, sem dúvida, pela inconformidade de policiais idealistas com o descaso das POLÍTICAS DE GOVERNO com a Segurança pública no Rio. POIS parece que o Governador Sérgio Cabral prefere investir APENAS na cúpula da PM, como aconteceu com o aumento salarial de 223% para eles e para os demais NADA.
O RIO DE JANEIRO é o estado em que mais morre policiais no dia-a-dia, sendo ainda o pior salário do país.
O Coronel Ronaldo Antonio de Menezes esta PRESO simplesmente porque publicou um artigo no blog do Coronel Ricardo Paul.
O Rio de Janeiro é o cartão postal do Brasil e também uma das principais economias do país, seus governantes precisam levar a Segurança Pública mais a sério.
enfim.. o CORONEL SOLTO
Em Goiás felizmente as coisas não são assim e parecem estar cada vez melhores, pois tivemos muita sorte com os dois últmos Governadores(Marconi e Alcides) e com os dois últimos Comandantes-Gerais(Cel Edson e Cel Antônio) devido o cuidado em que se há com os policiais e bombeiros de todo Estado. Muitas mudanças já ocorreram nesses últimos cinco anos, a exemplo disso tivemos um aumento salarial de mais de 100% , pistola .40 para todos os policiais, colete balistico e viaturas novas…
Talvez o maior culpado desta mudança seja a visão do administrador de empresas e ex-secretário de segurança pública do estado de Goiás, José Paulo Loureiro, que investiu na melhoria da qualidade de vida dos policiais.
No Pará, segundo a fonte do DIÁRIO, comparativamente, devido à natureza do trabalho, a Polícia Militar é a que apresenta maiores taxas de mortalidade entre os órgãos de segurança. Uma das grandes motivações para que o número de mortos fora de serviço seja alto é que existe um percentual de policiais militares que, para complementar a renda, exercem durante as folgas outras atividades, principalmente na área de segurança privada. Logo, os policiais, mesmo fora de serviço, continuam ocupando o tempo livre em trabalhos que também possuem elevado risco de morte.
Já entre os mortos em serviço ou no momento que estão retornando para casa, a maioria é vítima de emboscadas por parte de criminosos. Como foi o caso do cabo Cunha, da Rotam, que foi executado no bairro do Curuçambá e provocou uma violenta reação da polícia que resultou em mais 5 mortes.Em 2007, os números começaram em janeiro e não pararam. Em Redenção, o cabo José Estevam dos Santos, pertencente ao efetivo do 7º BPM, foi encontrado no dia 8 de janeiro morto com um tiro na cabeça. Ele estava de licença sem vencimento e iria se apresentar no dia 10 de janeiro.
Veja a seguir as situações em que esses policiais militares foram mortos.
Levar o navio para dentro do porto não é tarefa do capitão. É do prático, profissional com salário de até R$ 130 mil por mês. As poucas vagas de prático são muito cobiçadas, e o último concurso virou um festival de denúncias. Uma delas trazida à redação do “Jornal da Globo” por um telespectador. A reportagem é de Vladimir Netto