Coronéis da PM de Alagoas querem debater crise na segurança com governador

A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), por intermédio do seu presidente, o major Wellington Fragoso, defende que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) convide os coronéis do alto comando da Polícia Militar para uma reunião, a fim de ouvir uma pauta de reivindicações dos oficiais.

De acordo com o major Fragoso, os oficiais vêm demonstrando insatisfação com os rumos que a segurança pública em Alagoas está tomando. “Os oficiais sentem-se desprestigiados pela atual gestão, com isso a desmotivação se reflete na tropa”, disse Fragoso.

O presidente da Assomal disse ainda que, diante dos problemas, todos terminam deixando de prestar um serviço de melhor qualidade para a população. “O alto índice de criminalidade é consequência de uma polícia que não recebe a devida valorização. Pedimos que o governador escute os coronéis para que ele saiba o motivo de tanta insatisfação, como também é imprescindível que absorva algumas ideias em prol da melhoria da segurança pública no Estado de Alagoas, pois a sociedade alagoana necessita se sentir segura”, finalizou Fragoso.

Fonte: Tribuna Hoje

Complexo do Alemão terá sede do Comando de Polícia Pacificadora

O coronel Rogério Seabra, comandante-geral das UPPs, participou da inauguração.

— Nossa expectativa é muito positiva. Com as unidades no Complexos do Alemão pretendemos oferecer segurança e melhoria nos serviços de limpeza, luz, água e empregabilidade. E vamos fazer o mesmo no Complexo da Penha. Se alguém dizia que não podia trabalhar por causa falta de segurança, hoje não pode mais dizer isso aqui.

Retomada do Alemão

O Estado do Rio retomou o Complexo do Alemão das mãos da maior facção criminosa do Rio em novembro de 2010, em uma megaoperação, com ajuda das policiais civil, militar e das Forças Armadas. A ação ganhou repercussão internacional e foi destacada pelo governo do Estado como símbolo da retomada da paz.

Desde a tomada do complexo, que se estendeu ao Complexo da Penha, região vizinha ao Alemão, o Exército montou base nas comunidades. A intenção era preparar o terreno para a instalação das UPPs.

Os soldados começaram a deixar a área no fim de março, à medida que os policiais chegaram. A intenção é que em junho todos os militares tenham deixado as favelas, que serão, então, ocupadas pelos PMs.

 

PM vai substituir Exército em 3 comunidades do Rio

Agência Estado.

Começou na madrugada desta quinta-feira a substituição das tropas da Força de Pacificação do Exército por policiais militares, nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio, segundo a PM. A troca faz parte do processo de pacificação dos Complexos, que vai atingir as comunidades da Chatuba, Morro da Fé e Morro do Sereno.

Durante a substituição, a PM solicita a colaboração dos moradores, denunciando criminosos e seus esconderijos. Além disso, os moradores devem andar com documentos de identificação e os motoristas e motociclistas serão solicitados a mostrar documentos de propriedade de seus veículos, bem como a Carteira Nacional de Habilitação em dia. No caso das motos, também será exigido o uso de capacete.

Logo após a substituição dos policiais, começarão as ações de policiamento e revista à procura de criminosos que ainda possam estar atuando na área, como forma de preparar a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas comunidades, de acordo com a PM.

Cerca de 300 PMs estarão atuando nesta quinta-feira. As tropas da Força de Pacificação do Exército serão substituídas por soldados do

Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), BAC (Batalhão de Ações com Cães), Grupamento Aeromarítimo e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Reconhecimento: Comunidade de Brasília se mobiliza nas redes sociais para que Sargento da PMDF que foi transferido retorne

Brasília conheceu mais um herói  por intermédio das mídias sociais. Trata-se do Sgt Vilanova, morador da cidade do Gama que trabalhou durante vinte e dois anos no Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais ajudando alunos e a comunidade em geral. O policial foi transferido há um ano para o patrulhamento de rua e a comunidade fez um abaixo-assinado requerendo o retorno do guardião àquele o Centro de Ensino.

Emocionado com a iniciativa da população, o sargento comenta que sua atuação vai além das atribuições de militar: “Aqui eu sou policial, psicólogo, pai… Eu honro essa farda e adoro trabalhar com essas pessoas”, disse orgulhoso. O trabalho profissional do sargento foi reconhecido mediante uma publicação de um   usuário do facebook que contou com 1.475 comentários, 3.650 compartilhamentos e 8.033 likes, em menos de 48h.

Morre PM ferido em confronto com policiais civis no Centro do Rio

Há duas versões para o fato. Uma é de que o PM foi confundido pelos agentes com um suspeito que havia feito ameaças a parentes de uma procuradora.

A outra seria de que, na hora do fato, houve uma denúncia da prática de saidinha de banco nas proximidades da sede do Tribunal de Justiça. O PM, que estava à paisana, e os agentes foram ao local e desconfiaram uns dos outros.

Em Janeiro de 2011, em Recife, um policial federal morreu e outro ficou ferido durante uma troca de tiros com policiais civis. A suspeita é que os policiais tenham se confundido quando participavam de operações distintas para prender o mesmo traficante de drogas.

 

Para especialistas, fim da PM não garantiria menos violência

Contrariando o que postamos ontem, a recomendação do relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU, divulgado nesta quarta-feira (30), pedindo o fim das polícias militares no Brasil foi considerada superficial por especialistas e profissionais da segurança pública brasileira. A sugestão foi dada pela Dinamarca, cobrando a redução nas execuções feitas pelo Estado brasileiro. Porém, entendidos na área consideram que esta medida não resolveria o problema da prática policial que reflete altos índices de letalidade, corrupção e violação dos direitos humanos no Brasil.

O relatório da ONU ressalta que o Brasil precisa garantir que todos os crimes cometidos por agentes da lei sejam investigados de maneira independente, a fim de combater a impunidade dos crimes que calam juízes e ativistas de direitos humanos. Neste aspecto, o secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, concorda com a entidade internacional. “Sou contra a Justiça Militar, mas não defendo o fim de toda a instituição. O que tem que acabar, para evitar a impunidade dos casos de violação dos direitos humanos cometidos por alguns policiais, é a Justiça Militar. Porém, defender o fim da Polícia Militar empobrece o debate da segurança e isenta as responsabilidades do Ministério Público e da Polícia Civil”, acredita.

Consultor gaúcho em Segurança Pública e Direitos Humanos, Marcos Rolim também concorda com a necessidade de uma reforma da segurança pública, sem o fim da Polícia Militar, como solução para os problemas do Brasil. “Polícia militar existe na Espanha, na Alemanha, no Chile. O desafio é reformar a polícia brasileira, que tem o ciclo dividido. Aqui é o único lugar do mundo em que se divide patrulhamento e investigação em duas polícias. É um modelo esquizofrênico o adotado no Brasil, em que a Polícia Militar faz metade do trabalho e a Polícia Civil faz a outra”, defende.

Por outro lado, o desafio da reforma das polícias no Brasil, apesar de estar evidente aos olhos dos gestores e políticos, não está sendo enfrentado, defende Rolim. “É necessário alterar a Constituição Federal. O tema está posto em debate há tempo e é decisivo para mudarmos o modelo da segurança”, fala.

Continue lendo a reportagem completa de Rachel Duarte do jornal Sul 21.