Programa Brasil Mais Seguro é lançado em Alagoas

O Ministério da Justiça lançou o programa Brasil Mais Seguro em Alagoas na quarta-feira (27/06), em Maceió. Trata-se do projeto piloto que prevê ações na área de segurança, com foco no fortalecimento do trabalho de investigação e perícia de crimes com mortes. O programa enfatiza também a integração entre os sistemas de segurança e judicial para enfrentar a impunidade.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ressaltou  que o programa envolve várias frentes de atuação: enfrentamento ao crime organizado, ações estruturantes na área de perícia e Justiça Criminal, implantação da polícia de proximidade com repressão qualificada, incluindo o monitoramento e a ocupação de áreas onde são registrados os maiores índices de crimes violentos, além da campanha de desarmamento e do desenvolvimento de uma cultura de paz. O projeto piloto reúne as melhores práticas e experiências na área de segurança, baseadas em iniciativas adotadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Para Cardozo, o êxito do programa dependerá do esforço conjunto e da união de todos os poderes, não bastando somente Governos Estadual e Federal. “O Ministério da Justiça, o Governo do Estado e todos os segmentos políticos de Alagoas, num compromisso assumido com o Governo Federal, disseram sim a esse plano e vamos vencer unidos”, destacou. Cardozo também chamou a participação da população para o sucesso do programa. “Alagoas não pode desperdiçar essa chance para implementar uma cultura de paz”, afirmou.

Ações imediatas, a longo e médio prazo

O acordo de cooperação para o Programa Brasil Mais Seguro em Alagoas, assinado entre o governo estadual  e o Ministério da Justiça,  prevê investimento de R$ 25 milhões em recursos federais Abrange convênios para a capacitação de profissionais de segurança pública, entrega de equipamentos para perícia, repasse de viaturas e armas, atuação da Força Nacional de Segurança Pública, entre outras ações.

Por isso, no mesmo dia já foram firmados compromissos que fazem parte do programa. O governador assinou o Decreto de Emergência na Segurança Pública no estado de Alagoas. Também lançou o edital do concurso público com 1.040 vagas para a Polícia Militar e o contrato com a Cespe/UNB para a realização do concurso da Polícia Civil, além da assinatura da ordem de serviço de videomonitoramento de Maceió.  Houve ainda a assinatura de convênios para melhorar trabalho da Perícia Oficial e para fortalecer a polícia Civil com a estruturação da Delegacia de Homicídios.

O governo do estado assinou ainda o contrato de construção do novo Módulo de Segurança do Sistema Prisional e o decreto com a nova composição do Gabinete de Gestão Integrada.

ilustração de Cromatógrafo.

O Ministério da Justiça assinou o termo de doação de veículos, armas e equipamentos, entre os quais um cromatógrafo, além da manutenção do Programa Mulheres da Paz e do projeto Protejo em Alagoas. O Governo Federal também garantiu o deslocamento de homens da força Nacional, enquanto o Estado conclui o procedimento de contratação efetiva de mais policiais civis.

Durante o evento,  houve a entrega de 4 viaturas, 20 fuzis, 20 pistolas, 20 capacetes e escudos balísticos à PM em função da cessão de policiais da corporação para o Batalhão Especial de Pronto Emprego (Bepe).

A programação contou ainda com a destruição de armas de fogo apreendidas e periciadas, que aconteceu no estacionamento do Centro de Convenções e, em seguida, com a inauguração do Departamento de Homicídios, instalado no Centro de Maceió.  No prazo de 30 dias, o ministro José Eduardo Cardozo deverá voltar a Alagoas para avaliação do programa. A previsão que a próxima visita seja em Arapiraca, cidade que ao lado de Maceió registra os piores índices de criminalidade e onde também estão sendo implementadas ações do programa Brasil Mais Seguro/Alagoas. Leia a notiícia completa.

Santa Catarina é o sétimo estado a aderir ao programa federal Crack, é Possível Vencer e recebe R$ 56 milhões.

O estado de Santa Catarina e a prefeitura de Florianópolis assinam, no dia 05 de Julho, otermo de cooperação para aderirem ao programa federal Crack, é Possível Vencer. O objetivo é aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção. Serão investidos em Santa Catarina R$ 56,4 milhões até 2014.

Santa Catarina é o sétimo estado a aderir ao programa lançado pela presidenta Dilma Rousseff em dezembro de 2011. Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Acre já assinaram termo de cooperação.

O programa Crack, é possível vencer prevê, no total, R$ 4 bilhões em recursos federais e conta com ações dos ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Leia a notícia completa no site do Ministério da Justiça.

Estados do Nordeste recusam doação de “três oitão” do governo de São Paulo

A proposta de doar revólveres calibre 38, já obsoletos, da Polícia Militar de São Paulo ‘viajou’ até o Nordeste e Norte e do País, mas voltou sem aceitação. O que foi anunciado pelo governo paulista, em abril de 2012, como uma forma de ajudar Estados com forças de seguranças sucateadas foi visto pelos outros governos como um movimento na contramão da modernização dos armamentos das polícias militares. Até o momento, ninguém se mostrou interessado em receber essas armas e gastar dinheiro para fazer adaptações.

Os motivos para a recusa dos “três oitão” também são os mesmos que fizeram a polícia de São Paulo se mover no sentido da substituí-los: esse tipo de arma tem menor capacidade de tiros, é pouco veloz e não tem a precisão de uma pistola .40, atualmente utilizada pela PM paulista. Um disparo de revólver calibre 38, segundo especialistas, tem também muito mais chances de perfurar o alvo e ainda atingir inocentes ao redor.

Leia a reportagem completa na Tribuna do Norte

Coronéis da PM de Alagoas querem debater crise na segurança com governador

A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), por intermédio do seu presidente, o major Wellington Fragoso, defende que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) convide os coronéis do alto comando da Polícia Militar para uma reunião, a fim de ouvir uma pauta de reivindicações dos oficiais.

De acordo com o major Fragoso, os oficiais vêm demonstrando insatisfação com os rumos que a segurança pública em Alagoas está tomando. “Os oficiais sentem-se desprestigiados pela atual gestão, com isso a desmotivação se reflete na tropa”, disse Fragoso.

O presidente da Assomal disse ainda que, diante dos problemas, todos terminam deixando de prestar um serviço de melhor qualidade para a população. “O alto índice de criminalidade é consequência de uma polícia que não recebe a devida valorização. Pedimos que o governador escute os coronéis para que ele saiba o motivo de tanta insatisfação, como também é imprescindível que absorva algumas ideias em prol da melhoria da segurança pública no Estado de Alagoas, pois a sociedade alagoana necessita se sentir segura”, finalizou Fragoso.

Fonte: Tribuna Hoje